Dragão Púrpura
Não existe registro de quando o Dragão Púrpura foi visto pela primeira vez. Os relatos mais antigos vêm de pescadores de Alberta que descreviam uma sombra enorme cruzando o céu ao entardecer — grande demais para ser qualquer ave conhecida, rápida demais para ser rastreada.
Os estudiosos de Juno o classificaram como extinção provável. Os sacerdotes de Rachel o mencionam em textos apócrifos como um presságio sem nome. Os habitantes de Morroc têm uma palavra para a sensação que precede sua chegada — um formigamento na nuca que os mais velhos reconhecem antes do anúncio.
O Dragão Púrpura não tem território. Não tem ninho. Não tem motivação conhecida. Aparece onde quer, quando quer, e parte antes que qualquer expedição consiga organizá-la.
O que se sabe é que quando ele pousa, o ar muda. E quem estava no mapa percebe, antes mesmo do anúncio, que as regras mudaram.






